RN registra menor desocupação da série histórica e tem informalidade mais baixa do Nordeste

Foto: Adriano Abreu
A taxa de desocupação do Rio Grande do Norte caiu para 5,6% no segundo trimestre de 2026, o menor percentual da série histórica iniciada em 2012. Em Natal, o índice ficou em 6,3% no mesmo período. Na informalidade, o RN registrou o menor percentual do Nordeste. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando a taxa estava em 7,6%, houve queda de 1,9 ponto percentual. Em relação ao segundo trimestre de 2025, quando o índice era de 7,5%, a redução foi de 1,8 ponto percentual.
Segundo o IBGE, o RN tinha 83 mil pessoas desocupadas no trimestre encerrado em junho. O número representa 30 mil pessoas a menos em relação ao trimestre anterior, quando havia 113 mil desocupados no Estado, uma queda de 26,7%.
A população ocupada chegou a 1,383 milhão de pessoas no Rio Grande do Norte no período de abril a junho. O resultado representa variação de 0,6% em relação ao trimestre anterior, cenário considerado de estabilidade. Com isso, o nível da ocupação ficou em 48,5%.
No setor privado, havia 435 mil pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada e 202 mil sem carteira assinada. Já o rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 2.861, em situação de estabilidade, apesar de estar R$ 162 abaixo do registrado nos primeiros meses do ano, quando era de R$ 3.022.
Informalidade
A taxa de informalidade no Estado ficou em 41,3% no segundo trimestre, 0,2 ponto percentual abaixo do trimestre anterior. O resultado mantém o Rio Grande do Norte com a menor taxa de informalidade do Nordeste, posição ocupada desde o segundo trimestre de 2023.
Apesar de estar acima da média nacional, de 37,4%, a informalidade potiguar ficou abaixo da média regional, que foi de 48,7%. O IBGE estima que 571 mil potiguares estavam em situação de trabalho informal no trimestre encerrado em junho.
A pesquisa também apontou estabilidade na população desalentada, formada por pessoas que não trabalham nem procuram emprego, mas poderiam trabalhar. No segundo trimestre, eram 58 mil pessoas nessa condição no RN, queda de 3,3% frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2025, quando havia 84 mil desalentados, a redução foi de 30,3%.
Tribuna do Norte
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