Aeroporto de Natal tem quatro voos cancelados por causa de greve na Argentina
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/J/1dYttASzaMRY9IqADmAA/aeroporto4.jpg)
Foto: Alex Régis/Zurich Airport
Quatro voos da rota Natal e Buenos Aires foram cancelados nesta quinta-feira (19) por causa de uma greve geral que ocorre na Argentina contra a reforma trabalhista no país.
Dos voos, dois eram de chegada a Natal e outros dois de partida em direção ao Aeroporto de Ezeiza, na capital argentina. As viagens seriam operadas pelas companhias Gol e JetSmart.
Em nota, a concessionária que administra o Aeroporto de Natal, Zurich Airport Brasil, confirmou o cancelamento dos voos e orientou os passageiros a procurem os canais oficiais das companhias aéreas para obterem informações e a remarcação de seus voos.
A concessionária ainda sugeriu que os passageiros dos voos cancelados evitem a ida até o aeroporto.
Em nota, a Gol informou que os clientes impactados estão sendo comunicados via e-mail, e podem remarcar seus voos sem custo para outras datas ou solicitar reembolso em créditos no site da GOL.
“Mais informações podem ser obtidas com a Central de Relacionamento pelo 0300 115 2121. Para compras com milhas, o Cliente deve procurar diretamente a Smiles pelos telefones 0300 115 7001 (Smiles ou Prata) ou 0300 115 7007 (Ouro ou Diamante)”, informou a companhia.
O g1 também procurou a companhia Jetsmart, mas não recebeu posicionamento sobre o cancelamento dos voos até a última atualização desta reportagem.
Greve geral
A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso.
O Senado já aprovou o texto na semana passada, e a maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirmou que uma greve geral para o início das discussões do projeto entre os deputados teve início às 00h nesta quinta (19), segundo a agência Associated Press.
A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/g/X/jJ1d4qTBmDsFNbjQrFJw/2024-01-24t152947z-988912513-rc2co5a3phum-rtrmadp-3-argentina-politics-strike.jpg)
Foto: REUTERS/Agustin Marcarian
Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos, embora eles não sejam oficialmente chancelados pela CTG.
Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga “medidas de segurança”, o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de “risco” nos protestos esperados para os próximos dias.
Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos.
Reforma trabalhista
O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina.
Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago.
O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.
Por g1 RN
* Todos os comentários são de responsabilidade dos seus autores.