População 60+ cresce no RN e muda perfil de consumidores e empreendedores
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Foto: Augusto César Gomes
Mais potiguares estão chegando aos 60 anos e levando para essa fase da vida hábitos de consumo, trabalho, lazer e empreendedorismo. Atualmente, as pessoas com 60 anos ou mais representam 15,1% da população do Rio Grande do Norte, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em pouco mais de uma década, a proporção dessa faixa etária cresceu e o índice de envelhecimento do estado passou de 43,6, em 2010, para 76,1, em 2022. A mudança demográfica também aparece no mundo dos negócios: dados da Receita Federal mostram que o número de empresas com sócios de 60 anos ou mais passou de 32.317, em 2020, para 45.483, em 2026 — crescimento de cerca de 41%.
🔎 O índice de envelhecimento relaciona a população com 60 anos ou mais à população de 0 a 14 anos. No cálculo do IBGE, o resultado indica quantas pessoas 60+ existem para cada 100 crianças e adolescentes dessa faixa etária.
Os números ilustram um público que vai além da aposentadoria: os 60+ também estão abrindo empresas, permanecendo ativos no mercado, viajando, consumindo serviços e buscando experiências pensadas para essa etapa da vida.
Para o economista William Figueiredo, da Fecomércio RN, o crescimento da população 60+ já é um fator que precisa ser considerado pelas empresas. A entidade aponta que, entre 2012 e 2021, o número de pessoas com 60 anos ou mais no Estado passou de 352 mil para 494 mil, um crescimento de 40,3%. No mesmo período, a população total do estado aumentou 7,8%.
“Essa diferença mostra a importância de considerar o público 60+ no planejamento dos negócios. Embora esses números não meçam diretamente seu poder de compra, revelam uma mudança demográfica que amplia as oportunidades para o comércio, os serviços e o turismo”.
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Foto: Augusto César Gomes
Adaptações a um consumidor diverso
O crescimento da população 60+ também representa um desafio para empresas que precisam entender um público com necessidades e hábitos diferentes, explica o economista William Figueiredo.
“Na nossa avaliação, as empresas precisam reconhecer a diversidade de interesses e necessidades das pessoas com 60 anos ou mais”, pontua. Segundo ele, esse público deve ser considerado em ofertas de turismo, educação, tecnologia, cultura e lazer, além dos serviços de saúde e bem-estar.
“Isso exige um atendimento que respeite sua autonomia, ofereça informações claras e facilite o acesso aos produtos e serviços”, diz.
Entre os segmentos com potencial para atender essa população, Figueiredo cita turismo, gastronomia, cultura, lazer, saúde, bem-estar, educação, tecnologia e cuidados pessoais.
A adaptação também precisa chegar ao comércio, desde a estrutura física até a forma de comunicação, complementa Figueiredo. “Atender bem à população 60+ exige compreender diferentes condições de renda, preferências e graus de familiaridade com a tecnologia. É esse conhecimento que permite desenvolver ofertas adequadas e construir uma relação de confiança com o consumidor”.
Por g1 RN
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