RN tem maior número de inscritos no Enem desde 2020

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O Rio Grande do Norte registrou o maior número de inscrições confirmadas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2020. Ao todo, 113.229 candidatos potiguares vão participar da edição de 2025, o que representa um crescimento de 10,9% em comparação ao ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O estado acompanha a tendência nacional, que teve aumento de 11,2% no número total de inscritos, ultrapassando os 4,8 milhões de participantes em todo o Brasil.

Do total de inscritos no Rio Grande do Norte, 78.389 obtiveram isenção da taxa de inscrição e outros 34.840 realizaram o pagamento para garantir a participação. A edição de 2025 do Enem terá as provas aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro, em todas as 27 unidades da Federação. Em razão da realização da COP30 na capital do Pará, algumas cidades da região metropolitana de Belém terão o exame em datas alternativas: 30 de novembro e 7 de dezembro, exclusivamente para os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba.

Uma das novidades deste ano foi a implementação do sistema de inscrição pré-preenchida, voltado para estudantes da rede pública. No Rio Grande do Norte, 32.363 alunos tiveram acesso a essa funcionalidade, e 73,02% deles confirmaram sua participação no exame. O novo modelo foi pensado para facilitar o processo de inscrição, utilizando dados do Censo Escolar para agilizar o preenchimento dos formulários e reduzir erros nas informações pessoais dos candidatos.

Além de porta de entrada para instituições de ensino superior públicas e privadas, o Enem 2025 também será usado como meio de certificação de conclusão do ensino médio para candidatos maiores de 18 anos. Nesta edição, 98.558 participantes optaram por essa modalidade. Para obter a certificação, é necessário atingir o mínimo de 450 pontos em cada área do conhecimento e 500 pontos na redação. A opção deve ser indicada no ato da inscrição e é voltada principalmente para quem não concluiu o ensino regular na idade adequada.

Cristine Rosado, diretora pedagógica do CEI Romualdo Galvão/Roberto Freire, acredita que o crescimento nas inscrições reflete a ampliação do acesso e a valorização do exame como ferramenta de ingresso ao ensino superior. “Eu entendo que há uma popularização do Enem, há uma divulgação maior, uma divulgação em massa. As escolas têm divulgado, têm utilizado suas instalações para divulgar o Enem, e os alunos têm percebido que é uma porta de entrada para as universidades públicas e, agora, muitas privadas”, comenta.

Com pouco mais de três meses até a data das provas, Cristine reforça que este é o momento de organização e foco, especialmente para reduzir os efeitos da ansiedade, que pode prejudicar o desempenho. “Nesse momento da preparação, é importante que os alunos tenham clareza do que eles já estudaram até agora. Um checklist ajuda nisso. Porque você começa a criar mecanismos de ansiedade, que você acha que você não viu nada ou que vai faltar muita coisa. Quando você faz um checklist na matriz, você começa a ver que não falta tanto. Caso o aluno identifique alguma lacuna, ainda dá tempo de tempo de recuperar, fazer essa revisão ou essa dedicação a esse componente. Tem que cuidar das emoções desde agora”, detalha.

Ela também alerta para a importância da leitura, da prática de redações e da construção de um repertório sociocultural sólido, que pode fazer diferença no desempenho da prova discursiva. “É importante estar atento. É importante que esse repertório do aluno seja alimentado. Você não acha que você vai decorar determinadas frases que vai caber em qualquer redação. Não é isso que funciona. O que funciona é ter repertório. Fazer leituras, exercitar escrevendo redações, refazendo redações sobre essas temáticas que permeiam a sociedade”, diz.

Inscritos no Enem

2025: 113.229

2024: 102.090

2023: 100.712

2022: 86.422

2021: 94.773

2020: 129.102*

Apesar do número de inscritos, em 2020 o exame registrou recorde de ausências por causa da pandemia (49,6%).

Fonte: Inep

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