
Foto: José Aldenir
Por O Correio de Hoje
A Brava Energia voltou a reajustar os preços dos combustíveis comercializados pela Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, elevando o valor da gasolina A de R$ 4,02 para R$ 4,22 nesta quinta-feira, 21. O aumento de R$ 0,20 ocorre após duas semanas de estabilidade e amplia para 68,12% a alta acumulada do combustível em apenas 91 dias.
Em 19 de fevereiro, a gasolina A era vendida a R$ 2,51 na refinaria. Desde então, o produto passou por sucessivos reajustes, saltando para R$ 2,89 no início de março, alcançando R$ 3,82 em 19 de março e chegando agora a R$ 4,22. O avanço dos preços ocorre em meio à volatilidade do mercado de combustíveis e pressiona a cadeia de distribuição no Rio Grande do Norte. Os valores praticados pela refinaria impactam diretamente distribuidoras e revendedores, embora o preço final nos postos ainda inclua tributos, margens de distribuição e custos logísticos.
O diesel A S500, por sua vez, interrompeu a sequência recente de quedas e permaneceu estável nesta semana. Na modalidade EXA, o combustível foi mantido em R$ 4,98, mesmo valor da semana passada. Apesar da estabilidade, o diesel acumula alta de 51,82% desde 5 de fevereiro, quando era comercializado a R$ 3,28.
Já na modalidade LCT, o diesel também ficou estável em R$ 4,99. Em fevereiro, o produto custava R$ 3,30, o que representa aumento acumulado de 51,21% no período. O movimento de alta dos combustíveis na refinaria potiguar começou a ganhar intensidade em março. No caso do diesel, houve reajustes semanais consecutivos que elevaram rapidamente os preços acima de R$ 5,50 no fim daquele mês.
Na gasolina, a maior alta ocorreu em 19 de março, quando o combustível subiu R$ 0,63 em apenas uma semana, passando de R$ 3,19 para R$ 3,82.
Após oscilações em abril e início de maio, os preços voltaram a acelerar nesta semana, reforçando a pressão sobre o custo do transporte e sobre a inflação regional.
A Refinaria Clara Camarão é responsável pelo abastecimento de parte relevante do mercado potiguar e seus reajustes são acompanhados de perto por distribuidoras, postos e setores produtivos que dependem do diesel para logística e transporte de cargas.