
Foto: José Aldenir/Agora RN
A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou que a bandeira tarifária passará para amarela a partir de 1º de maio, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A medida reflete a piora nas condições de geração de energia no país, após quatro meses consecutivos de bandeira verde entre janeiro e abril.
Segundo a agência reguladora, a decisão foi motivada pela redução das chuvas nas regiões dos principais reservatórios, o que diminui a geração hidrelétrica e exige maior acionamento de usinas termelétricas, mais caras. O cenário pressiona os custos do sistema elétrico e impacta diretamente o valor final pago pelos consumidores.
Diante do aumento tarifário, especialistas e distribuidoras recomendam a adoção de medidas para reduzir o consumo de energia. Entre as orientações estão o uso eficiente de aparelhos como ar-condicionado — com temperatura entre 23ºC e 25ºC e manutenção regular —, além da preferência por equipamentos com tecnologia inverter, que podem ser até 60% mais econômicos.
Outras ações incluem o uso consciente de eletrodomésticos, como evitar abrir a geladeira com frequência, não armazenar alimentos quentes e manter vedação adequada. A substituição de lâmpadas por modelos de LED, com maior durabilidade e menor consumo, e o aproveitamento da iluminação natural também contribuem para reduzir gastos.
Iniciativas de eficiência energética também ganham relevância no contexto atual. A Neoenergia Cosern mantém programas de incentivo, como o Vale Luz, que permite a troca de resíduos recicláveis por descontos na conta de energia. Em 2025, a ação ampliou o número de beneficiários no Estado e concedeu descontos a consumidores, estimulando práticas sustentáveis e economia doméstica.
Agora RN